sábado, 31 de maio de 2008

Deu no Correio Braziliense em 25/05/2008

Postado por Erick Cotta

Administradores querem exclusividade em vagas de concursos públicos
Por Letícia Nobre
As ofertas de vagas para cargos de administração que exigem nível superior em qualquer área de formação estão com os dias contatos. Pelo menos é o que espera os Conselhos Federal e Regionais de Administração, CFA e CRA. Atentas ao cumprimento da Lei n.º 4.769/1965, que regulamenta a profissão, as entidades encaram de maratonas de conscientização a batalhas judiciais para mudar editais de concursos que não respeitam a lei.

De acordo com o presidente do CFA, Roberto Carvalho Cardoso, 15% das carreiras oferecidas pelas universidades brasileiras são ligadas à administração. “É uma profissão em crescimento, o percentual nada mais é que um indicador de sua importância”, defende. Profissional registrado desde a regulamentação da carreira, Roberto Carvalho apresenta uma possível justificativa para o desrespeito. “Ao contrário dos bacharéis de direito, das engenharias e da medicina, somos uma categoria nova e com um leque muito grande de trabalho.”

Dados do CFA apontam que existem 1,7 mil instituições de ensino superior que oferecem 2.350 cursos para administradores. Estão registrados no conselho mais de 270 mil profissionais. Há quase três anos, Luciano Alcino Basílio, de 32 anos, passou a fazer parte desse grupo. O paulista encontrou seu futuro profissional na área, depois de testar a contabilidade, a informática e a engenharia química. “Eu sempre quis fazer administração, era um sonho da infância que realizei.”
Ele concorda com a atitude das entidades representativas de manter uma reserva de mercado. “É parte do papel dos conselhos fiscalizar o exercício da profissão e conservá-lo tanto no setor privado quando no setor público. Nada mais justo que os concursos estejam envolvidos”, argumenta.

Mudança de postura:
“A proposta não é brigar ou entrar com processos judiciais e sim mudar uma cultura. É um processo didático”, define Roberto Carvalho. Ele conta que os conselhos regionais estão atentos e visitam tanto as organizadoras quanto os órgãos que oferecem as seleções públicas para esclarecer sobre a existência da lei. “O problema não é pontual, está nas esferas municipais, estaduais e federal.”
A mais recente fiscalização encontrou irregularidades nos concursos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que oferece 25 vagas e uma remuneração de R$ 5.535 ; e do Supremo Tribunal Federal (STF), com cinco vagas e salário de R$ 5.484. Além desses órgãos, foram notificados pelo CRA-DF o Tribunal de Contas da União, o Superior Tribunal de Justiça e o Senado. O objetivo foi pedir a alteração dos editais, definindo exclusividade aos bacharéis de administração com registro no conselho. O CRA-DF ainda não obteve resposta.
Queixas:
Concursos que os Conselhos Federal e Regionais de Administração pediram mudança no edital:
Agência Nacional de Transportes Terrestres
Supremo Tribunal Federal
Empresa Municipal de Águas e Saneamento de Itabuna (BA)
Tribunal Superior do Trabalho
INSS
Inmetro
Tribunal Regional do Trabalho do Paraná
Tribunal Regional Federal - 2ª região (Rio de Janeiro e Espírito Santo)
Câmara dos Deputados

Fonte: Conselho Federal de Administração

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